Cuba, sem dúvida, é o berço da maioria dos gêneros musicais latino-americanos, influenciando tantas outras formas de música pouplar por todo o continente. A habanera, o son cubano, a danza cubana, o bolero, o mambo, a rumba, a conga e o chachachá deram forma e gêneros musicais criollos de outros paíes ou foram adotados inteiramente em várias épocas como música de dança da moda.
A habanera e o son foram os primeiros a caracterizar a música caribenha hispânica, marcadas por obras como “Tú”, de Eduardo Sánches de Fuentes (1894). O son foi urbanizado durante a década de 1910, apresentando um ritmo de acompanhamento fortemente sincopado, tipicamente afro-cubano. O bolero, desde os anos de 1920, foi sobretudo um gênero vocal de caráter altamente romântico e sentimental, cujas letras tratam dos mais variados aspectos do temário amatório. Ernesto Lecuona criou, neste gênero, obras como “Malagueña”, “Maria la O” e “Siboney”.
A rumba tradicional possui três variantes: o guaguancó, o colomba e o yambú. O primeiro foi o precursos da rumba urbana de salão, que apareceu nos anos de 1920. Sua urbanização se deve a numerosos conjuntos de dança que surgiram na década de 1930. A primeira banda a conseguir grande popularidade foi a Orquestra do Casino da Habana de Don Azpiazu. Já a mais comercializada nos Estados Unidos da América foi a de Xavier Cugat.
A nova canção cubana, conhecida como nueva trova, reflete os ideais, a história e as lutas da revolução castrista cubana. Esse movimento musical incentivou a música de protesto em vários países sul-americanos, nos anos de 1960, embora não sendo de protesto, pois foi sobretudo de expressão e promoção da ideologia revolucionária. Os mais famosos representantes desse movimento são Silvio Rodriguez e Pablo Milanés.
Suzana Coutinho
Fonte:
BÉHAGUE, Gerard. Recursos para o estudo da música popular urbana latino-americana. Revista Brasileira de Música da UFRJ, Rio de Janeiro, v. 20, p. 1-24, 1992-1993.